Bactérias da Fossa das Marianas Degradam Plásticos no Frio
Cientistas e oceanógrafos vinculados à Agência Japonesa de Ciência e Tecnologia Marinha-Terrestre (JAMSTEC) e ao Instituto Oceanográfico de Woods Hole (WHOI) isolaram em 2026 novas linhagens de bactérias extremófilas na Fossa das Marianas produtoras de enzimas PETase ativas no frio. Capazes de despolimerizar plástico tereftalato de polietileno (PET) em temperaturas entre 4°C e 20°C sob pressão ambiente, essas enzimas eliminam a dependência de aquecimento térmico intensivo, viabilizando biorreatores industriais de reciclagem com economia de até 80% no consumo elétrico.
A pesquisa multidisciplinar, cujos resultados foram documentados no periódico científico The ISME Journal, comprova que a microbiota das profundezas hadais desenvolveu rotas bioquímicas aceleradas para decompor detritos sintéticos acumulados nas fossas oceânicas. A descoberta fornece à biotecnologia ambiental uma ferramenta catalítica sem precedentes para enfrentar a crise crônica de poluição plástica e contaminação por microplásticos nos corpos hídricos globais.

A Amostragem Abissal e o Isolamento das Linhagens Hadais
A coleta das amostras biológicas ocorreu durante uma expedição oceanográfica na Depressão Challenger, o ponto mais profundo da crosta terrestre situado a 10.928 metros abaixo da superfície do Oceano Pacífico ocidental. Utilizando o veículo submarino operado remotamente (ROV) Kaiko equipado com testemunhadores de sedimento em titânio reforçado, os pesquisadores extraíram núcleos de vasa hadal a pressões hidrostáticas de 1.100 atmosferas.







