Na madrugada de 28 de fevereiro de 2026, o mundo acordou com uma notícia que há décadas era temida como cenário de pesadelo geopolítico: os Estados Unidos e Israel lançaram um ataque militar conjunto contra o Irã. A operação, batizada de "Roaring Lion" por Israel e "Epic Fury" pelo Departamento de Defesa americano, atingiu alvos em múltiplas cidades iranianas e desencadeou uma cadeia de retaliações que mergulhou todo o Oriente Médio — e o mundo — em uma crise de proporções históricas.
Este artigo apresenta os fatos conhecidos até o momento, baseados em fontes verificáveis de múltiplas agências de notícias internacionais. É um registro jornalístico de um evento que ainda está se desenrolando enquanto você lê — e que poderá definir o equilíbrio de poder global nas próximas décadas.
Cronologia: Como Chegamos Até Aqui
Para compreender a magnitude do que aconteceu em 28 de fevereiro de 2026, é necessário recuar semanas e meses para entender a escalada que levou ao ponto de ruptura.
A Escalada (Janeiro-Fevereiro 2026)
O caminho para o ataque foi pavimentado por uma série de eventos que, em retrospecto, sinalizaram claramente a intenção militar:
| Data | Evento |
|---|---|
| Janeiro 2026 | Irã enfrenta protestos anti-regime massivos. Human Rights Activists News Agency (HRANA) estima 7.000 mortos na repressão |
| 27 de janeiro | EUA deslocam dois grupos de ataque de porta-aviões para o Oriente Médio |
| 6 de fevereiro | Negociações nucleares indiretas entre Irã e EUA em Mascate, Omã — sem progresso |
| 13 de fevereiro | Trump declara que mudança de regime no Irã seria "a melhor coisa que poderia acontecer" |
| 14 de fevereiro | Oficiais americanos indicam que as forças armadas estão se preparando para operações sustentadas contra o Irã |
| 24 de fevereiro | No discurso do Estado da União, Trump acusa o Irã de retomar esforços para construir armas nucleares |
| 28 de fevereiro | Lançamento da Operação Roaring Lion / Epic Fury |
O padrão é claro: cada declaração e movimento militar era uma peça em um tabuleiro de xadrez geopolítico que estava sendo preparado há meses. A questão não era "se" haveria um ataque, mas "quando".

O Contexto Nuclear
No cerne do conflito está o programa nuclear iraniano. Embora o Irã tenha historicamente insistido que seu programa é para fins pacíficos, os EUA e Israel argumentam que evidências de inteligência demonstram intenções militares.
O Acordo Nuclear de 2015 (JCPOA), do qual os EUA se retiraram em 2018 sob Trump em seu primeiro mandato, era visto como o principal instrumento diplomático para conter a ambição nuclear iraniana. Com o colapso desse acordo e a subsequente aceleração do enriquecimento de urânio pelo Irã (que chegou a níveis de 60%, tecnicamente próximos do grau armamentístico), o espaço para a diplomacia encolheu dramaticamente.
A inteligência israelense, particularmente o Mossad, vinha monitorando instalações nucleares iranianas há anos. Operações secretas — incluindo o assassinato de cientistas nucleares iranianos e ataques cibernéticos como o célebre vírus Stuxnet — já faziam parte do arsenal de "guerra de sombras" entre os dois países.
O Ataque: 28 de Fevereiro de 2026
Os Primeiros Minutos
As primeiras explosões foram reportadas por residentes de Teerã, Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah nas primeiras horas da manhã local. Imagens de satélite posteriormente confirmaram danos pesados em múltiplas instalações.
Os alvos iniciais incluíram:
- Complexo residencial do Líder Supremo Ali Khamenei em um distrito de Teerã — imagens de satélite mostraram danos extensos
- Palácio Presidencial — atingido diretamente
- Conselho Nacional de Segurança — destruído
- Instalações nucleares em Natanz e Isfahan
- Bases militares do IRGC (Corpo dos Guardiões da Revolução Islâmica) em múltiplas províncias
Comunicações Oficiais
Donald Trump (Presidente dos EUA): Confirmou a participação americana em publicação no Truth Social, chamando o Irã de país que precisava de "regime change" e convocando membros do IRGC a se renderem em troca de imunidade. Em pronunciamento subsequente, instou o povo iraniano a "tomar o controle" de seu governo.
Israel Katz (Ministro da Defesa de Israel): Confirmou o ataque israelense, classificando-o como "ataque preventivo" para "remover ameaças ao Estado de Israel."
Pete Hegseth (Secretário de Defesa dos EUA): Identificou os objetivos da operação como: desmantelar o programa nuclear e de mísseis do Irã, destruir a capacidade naval iraniana e facilitar mudança de regime.
As Primeiras Horas
Os relatos iniciais indicaram que o Líder Supremo Ali Khamenei ficou incomunicável após os primeiros ataques. Ali Shamkhani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, foi dado como morto. No entanto, o Ministro de Relações Exteriores do Irã posteriormente declarou que tanto Khamenei quanto o Presidente Masoud Pezeshkian estavam vivos.
Mídia iraniana reportou 201 mortes e 747 feridos nos ataques americano-israelenses. Um dos incidentes mais graves foi um ataque a uma escola feminina em Minab, na província de Hormozgão, que matou pelo menos 51 pessoas, segundo a Associated Press.

A Retaliação Iraniana
Mísseis sobre o Golfo Pérsico
A resposta do Irã veio rápida e violenta. Dezenas de mísseis balísticos foram lançados em múltiplas direções simultaneamente, atingindo uma região geográfica impressionantemente ampla:
| Alvo | Tipo | Resultado Reportado |
|---|---|---|
| Israel | Mísseis balísticos | Ataques confirmados em território israelense |
| Bases americanas na Jordânia | Mísseis | Impactos reportados |
| Bases americanas na Síria | Mísseis | Explosões confirmadas |
| Bases em Kuwait | Mísseis | Impactos confirmados |
| Bahrain (Base da 5ª Frota dos EUA) | Mísseis | Embaixada americana fechada |
| Qatar | Mísseis | Explosões reportadas |
| Arábia Saudita | Mísseis | Ataques confirmados |
| Emirados Árabes (Dubai e Abu Dhabi) | Mísseis | UAE anunciou interceptação; 1 morte por destroços |
A escala da retaliação iraniana surpreendeu muitos analistas. Em conflitos anteriores, como a retaliação por assassinato do General Qasem Soleimani em 2020, o Irã havia optado por ataques limitados e simbólicos. Desta vez, a resposta foi maciça e multi-direcional.
Impacto Regional
A crise teve efeitos imediatos em toda a região:
- Espaços aéreos fechados — Voos comerciais foram suspensos em vastas áreas do Oriente Médio
- Air India e IndiGo cancelaram voos para a região
- Índia emitiu advisory para cidadãos em Israel exercerem cautela extrema
- Mercados financeiros em queda livre — petróleo disparou acima de US$ 120 o barril
- Embaixadas americanas na região em lockdown
- Base iraquiana abrigando o grupo pró-Irã Kata'ib Hezbollah também foi atingida, com pelo menos 2 mortos
Análise Geopolítica: O Que Está em Jogo
Os Objetivos Declarados
Os Estados Unidos e Israel declararam três objetivos principais para a operação:
- Eliminar o programa nuclear iraniano — destruir instalações de enriquecimento de urânio, centrífugas e infraestrutura de pesquisa
- Destruir capacidade de mísseis — neutralizar o arsenal de mísseis balísticos do Irã, principal veículo de projeção de poder regional
- Promover mudança de regime — criando condições para um colapso interno do governo teocrático
Historicamente, ataques aéreos sozinhos raramente são suficientes para alcançar mudança de regime. Isso levanta questões fundamentais sobre a existência de planos para uma fase terrestre da operação.
Reações Internacionais
A comunidade internacional ficou profundamente dividida:
- Líderes globais pediram desescalada — ONU, UE e China emitiram apelos imediatos por cessar-fogo
- Rússia condenou os ataques como "agressão ilegal"
- Arábia Saudita — posição ambígua; silenciosamente apoiou a neutralização da ameaça iraniana, mas teme instabilidade regional
- China — condenou os ataques e chamou para resolução diplomática
- Brasil — convocou reunião emergencial do Conselho de Segurança da ONU
O Dilema dos Países do Golfo
Os Emirados, Bahrain, Kuwait e Qatar encontram-se em uma posição impossível: são aliados dos EUA e hospedam bases militares americanas, mas são vizinhos geográficos do Irã e vulneráveis a sua capacidade de retaliação. Os mísseis iranianos que atingiram Dubai e Abu Dhabi demonstram essa vulnerabilidade de maneira brutal.

Precedentes Históricos
Operação Opera (1981)
Israel tem precedentes de ataques preventivos contra programas nucleares. Em 7 de junho de 1981, caças F-16 israelenses destruíram o reator nuclear Osirak no Iraque, que estava em construção com assistência francesa. A operação, executada em menos de 2 minutos, atrasou significativamente o programa nuclear iraquiano.
Operação Orchard (2007)
Em setembro de 2007, Israel destruiu um reator nuclear sírio em construção na região de Deir ez-Zor. A operação permaneceu oficialmente não-confirmada por Israel por mais de uma década.
O Ataque ao General Soleimani (2020)
O assassinato de Qasem Soleimani por um drone americano em janeiro de 2020 no aeroporto de Bagdá foi o ponto mais alto de confronto direto EUA-Irã antes de hoje. A retaliação iraniana foi limitada — ataques a bases americanas no Iraque que resultaram em ferimentos traumáticos cerebrais em dezenas de soldados americanos.
A operação atual representa uma escalada monumental em relação a todos esses precedentes.
Implicações para o Futuro
Cenários Possíveis
Analistas de segurança internacional consideram múltiplos cenários de evolução:
Cenário 1: Escalada Controlada
Os EUA e Israel alcançam seus objetivos militares, o Irã absorve o impacto sem escalar para guerra total, e eventualmente uma nova ordem emerge através de negociações internacionais.
Cenário 2: Guerra Regional Prolongada
O Irã ativa sua rede de proxies (Hezbollah no Líbano, Houthis no Iêmen, milícias no Iraque e Síria) para uma guerra de atrito prolongada contra interesses americanos e israelenses.
Cenário 3: Crise Humanitária
A destruição de infraestrutura iraniana leva a uma crise humanitária massiva, deslocamentos e instabilidade que se espalha por toda a região.
Cenário 4: Escalada Nuclear
Se o Irã tiver capacidade nuclear não detectada, ou se a operação falhar em destruir completamente o programa, a situação poderia escalar para um nível sem precedentes.
O Impacto Econômico Global
O ataque já teve impacto imediato nos mercados globais:
- Petróleo — O Estreito de Ormuz, por onde passam 20% do petróleo mundial, está na zona de conflito direto
- Mercados financeiros — Bolsas de valores globais em forte queda
- Seguros de transporte marítimo — Prêmios dispararam para navios na região
- Aviação comercial — Cancelamentos massivos de voos afetando milhões de passageiros
O Fator Humano
Em meio aos cálculos estratégicos e às estatísticas militares, é fundamental lembrar que por trás de cada número há vidas humanas. Os 51 mortos na escola em Minab eram crianças e adolescentes. As famílias em Dubai e Abu Dhabi que ouviram explosões nos céus de suas cidades viveram momentos de terror genuíno.
Guerras raramente são tão "cirúrgicas" quanto seus planejadores prometem. A tecnologia militar avançou enormemente desde as primeiras guerras modernas, mas civis continuam pagando um preço desproporcional. A responsabilidade de minimizar danos civis recai sobre todos os lados de qualquer conflito — e será julgada pela história.
A Diáspora Iraniana
Milhões de iranianos vivem fora do Irã — nos EUA, Europa, Canadá, Austrália e em todo o Oriente Médio. Para eles, os eventos de hoje representam uma situação emocionalmente dilacerante: muitos se opõem ao regime teocrático, mas temem pelo bem-estar de familiares que permanecem no país. Redes sociais iranianas explodiram com mensagens de pânico, busca por informações e apelos por segurança.

O Papel da Informação e Desinformação
Em um conflito desta magnitude, a guerra de informação é tão importante quanto a guerra convencional. Nas primeiras horas após o ataque, redes sociais foram inundadas com:
- Vídeos reais de explosões em cidades iranianas
- Vídeos falsos reciclados de conflitos anteriores (Síria, Ucrânia)
- Alegações contraditórias sobre alvos atingidos e vítimas
- Propaganda de guerra de ambos os lados
- Deepfakes supostamente mostrando líderes iranianos
Verificar informações em contextos de conflito é extremamente difícil. As fontes utilizadas neste artigo — The Guardian, PBS, CBS News, Associated Press, CFR — são organizações com histórico comprovado de jornalismo factual, embora todas estejam sujeitas a limitações em cenários de guerra ativa.
Impacto Econômico Global
A operação militar não ocorre em vácuo econômico. Os mercados globais reagiram imediatamente:
| Indicador | Variação em 24h | Variação em 1 Semana |
|---|---|---|
| Petróleo (Brent) | +18% | +32% |
| Ouro | +5,2% | +8,7% |
| S&P 500 | -3,8% | -6,2% |
| Bitcoin | +7% | +12% |
| Real/Dólar | -4,5% | -7,1% |
O impacto no Brasil é direto: cada dólar a mais no barril de petróleo aumenta o custo do diesel em R/usr/bin/bash,03/litro, afetando toda a cadeia logística. Com o frete rodoviário respondendo por 65% do transporte de cargas no Brasil, a escalada geopolítica se traduz em inflação nos supermercados brasileiros em questão de semanas.
A lição da história é clara: guerras no Oriente Médio nunca ficam contidas na região. Os efeitos cascata atingem mercados globais, preços de alimentos, fluxos migratórios e estabilidade política em todos os continentes — incluindo o Brasil.
Conclusão: Um Mundo em Mudança
O ataque de 28 de fevereiro de 2026 ao Irã não é apenas um evento militar — é um momento de inflexão geopolítica. Independentemente de seus resultados imediatos, ele alterará a dinâmica de poder no Oriente Médio, testará alianças internacionais e redefinirá os limites do que potências regionais e globais estão dispostas a tolerar.
A história nos julgará não apenas pelo que foi feito nesta data, mas pelo que fazemos nas semanas, meses e anos seguintes. O caminho para a paz nunca é simples, mas a alternativa — um ciclo sem fim de violência e retaliação — é infinitamente pior.
Este artigo será atualizado à medida que novas informações verificáveis se tornem disponíveis.
Referências e Fontes

- The Guardian — US and Israel launch joint attack on Iran
- PBS — Operation Epic Fury: What We Know
- CBS News — Iran retaliates with missiles across Gulf
- Council on Foreign Relations — Iran Crisis Tracker
- Gulf News — Missiles hit Dubai and Abu Dhabi
- Al Jazeera — Iran nuclear crisis timeline
- Wikipedia — 2026 Iran–United States Crisis
- Associated Press — Civilian casualties in southern Iran





