O 'Santo Graal dos Naufrágios' a 600 Metros

Dossiê investigativo sobre a expedição robótica ao Galeão San José a 600 metros no Caribe colombiano, o estudo na revista Antiquity sobre as moedas macuquinas de 1707 e o resgate do primeiro canhão de bronze, moedas e porcelana Kangxi. Deslize para ver →

O DIA EM QUE O MAR ENGOLIU UM IMPÉRIO

Para compreender por que o San José ostenta o título de maior tesouro submerso da história humana, é preciso recuar ao entardecer de 8 de junho de 1708, no auge da Guerra de Sucessão Espanhola (1701–1714).

O OLHO ROBÓTICO NO ABISMO

Durante mais de três séculos, a localização exata do San José permaneceu protegida pela pressão esmagadora de 60 atmosferas que reina a 600 metros abaixo da superfície do Caribe, muito além do alcance de mergulhadores humanos.

A IMPRESSÃO DIGITAL

Na linha inferior, acima das ondas, lia-se de forma cristalina o número "707", abreviação numismática colonial para o ano.

O RESGATE FÍSICO A 600 METROS

O maior e mais imponente objeto içado das profundezas do Caribe foi um canhão naval de bronze maciço pesando mais de duas toneladas, pertencente à bateria principal do San José.

CIÊNCIA CONTRA CAÇADORES DE TESOUROS

A operação robótica conduzida pelo ICANH e pela Armada da Colômbia a 600 metros de profundidade também representa uma virada histórica na batalha jurídica e diplomática mais cara do direito marítimo internacional.

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