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| Característica / Sítio Histórico | Templo Nabateu de Puteoli | Cidade Submersa de Baiae (Itália) |
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| Localização Geográfica | Pozzuoli, Golfo de Nápoles | Bacoli, Golfo de Pozzuoli |
| Período de Ocupação Principal | Século I a.C. a Século II d.C. | Século I a.C. a Século IV d.C. |
| Causa do Afundamento Marinho | Bradissismo dos Campos Flegreus | Bradissismo Vulcânico Regional |
| Função Primária da Edificação | Santuário Mercantil e Alfândega | Termas e Vilas Aristocráticas |
| Principais Artefatos Identificados | Altares de Mármore, Inscrições | Mosaicos, Termas, Esculturas |
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Os mergulhadores identificaram dois cômodos bem delimitados com paredes construídas segundo a tradicional técnica romana do opus caementicium com revestimento de tijolos. No interior da nave principal, os arqueólogos encontraram dois altares monumentais esculpidos em mármore branco de altíssima pureza, talhados no estilo característico nabateu. Esses blocos sagrados continham nichos retangulares destinados a abrigar pedras sagradas betílicas.
Ao contrário das religiões greco-romanas que veneravam estátuas antropomórficas, a fé nabateia adorava seus deuses através de blocos anicônicos de pedra pura conhecidos como bétilos. A identificação desses nichos vazados no fundo do mar fornece a prova definitiva de que o santuário pertencia ao culto de Dushara, o senhor das montanhas de Petra. Os detalhes da arquitetura sacra foram documentados minuciosamente pelos pesquisadores subaquáticos.
Estudos publicados no conceituado periódico acadêmico Antiquity comprovam que os altares foram erguidos durante o reinado do imperador Augusto. Os blocos de cantaria permaneciam preservados sob camadas de sedimentos marinhos e cinzas vulcânicas expelidas por erupções da caldeira vizinha. Essa camada sedimentar agiu como um escudo protetor contra a erosão biológica e as correntes marítimas por quase dois milênios.
O fenômeno responsável por tragar o antigo porto comercial nabateu e denominado bradissismo, uma oscilação vertical contínua da crosta terrestre induzida por pressões magmáticas e hidrotérmicas. A região de Nápoles e cercada por sistemas vulcânicos ativos de grande magnitude que deformam o relevo costeiro de forma cíclica ao longo de séculos.
A partir do século quarto da nossa era, o ritmo acelerado de subsidência geológica superou as obras defensivas de engenharia marítima romanas. Cais, armazéns de trigo, docas alfandegárias e templos inteiros começaram a ser invadidos pelas marés do Mediterrâneo. O processo culminou no abandono gradual dos antigos entrepostos e na transferência das rotas para portos mais seguros como Óstia.